Sound of silence

Não tem nada de original, título de canção, causa de surdez, indutor de dor ou simplesmente reflexo do estado... Baixar de braços, toalha ao chão, joelhos feridos, lágrimas imaginárias de quem já não tem forças para mais e aterrou violentamente nos espinhos, pedras e lâminas da realidade mais cruel.

Porquê? Já não Estamos nessa idade... E porque não?! É óbvio que é mesmo assim que quer que seja... Hoje já é outra história, quem fica que se arraste, que se afogue na lama imunda e fétida onde sobrevive, em banho-maria, esperando o dia em que, num golpe de misericórdia chegue o doce final que trará o alívio eterno.

Este texto foi escrito borrifando-me no novo acordo ortográfico, na lógica ou em qualquer outra coisa que faça sentido... Não se procure qualquer leitura, interpretação ou paralelo... Só a vida pode ser assim tão irracional.


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D. Graciete

O mundo ficou virado do avesso depois das mais recentes publicações do site Wikileaks.
Confirma-se que a privacidade de qualquer habitante do planeta está (ou pode estar) a ser devassada e registada por uma enorme teia de americanos e pró-americanos estudiosos da vida alheia. Um único propósito nas suas mentes: dotar o governo norte-americano e respectivos gabinetes de segurança de todos os dados necessários para combater o terrorismo, as abelhas africanas ou qualquer outra grave ameaça que exista ou venha a existir, que paire ou venha a pairar sobre o grande império da verdade, justiça e liberdade - os Estado Unidos da América... bom... e talvez sobre os amigos israelitas ou outros que tenham algum interesse estratégico para o grande império da verdade, justiça e liberdade - os Estados Unidos da América.

Mas, sejamos objectivos, será que quem escreve aqueles textos, a serem reais, está a falar a sério?!
Que raio de mente acha que a melhor maneira de descrever a relação entre 1º ministro e presidente da Rússia como uma relação Batman and Robin?! Há ciência política por detrás destas palavras?! Já os pormenores sobre o líder líbio são bem mais interessantes... não pode subir mais de 35 degraus, voar mais de 8 horas de avião, não gosta de voar sobre a água (deve ser qualquer cena contra a história de JC caminhar sobre a água) e Kadafi parece que depende da sua antiga enfermeira ucraniana, Galyna Kolotnytska, a que chamam “loura sensual” e cujo apelido leva a suspeitar de prácticas que não interessa aqui detalhar... Bom, Sr. Moammar Kadafi, ucranianas, louras e sensuais (?) estão por todo o lado em Portugal, acho que em maior número só mesmo brasileiras, sempre pode tirar umas férias no algarve onde as casas são rasteirinhas e não têm mais de 35 degraus.
Supondo que este tipo de recolha já existe desde do tempo da guerra fria imagino que, nos momentos de maior tensão URSS - EUA, os respectivos presidentes trocassem palavras como "Usas tangas fio-dental estampadas com a foice e o martelo, seu comuna rabeta*!" tendo como resposta "A tua sobrinha andou enrolada com um cubano comunista, seu liberal capitalista*!"

O que acho é que a segurança dos Estados Unidos da América é totalmente pensada e controlada pela D. Graciete! Ah pois é... venham lá tentar deter-me por esta revelação bombástica! D. Graciete, a famosa cabeleireira de Alcabideche domina, da comodidade do seu salão de beleza Graci, toda a segurança dos EUA e, eventualmente, faz uns freelances para a Rússia. Entre o brushing semanal da D. Clementina e as madeixas da menina Zizá lá vai, D. Graciete, recolhendo informações preciosas sobre vizinhos da rua, muçulmanos terroristas, comunas ameaçadores e amantes dos líderes mundiais...

Mais a sério, isto de viver no mesmo planeta que os norte-americanos é como ter uma vizinha cabeleireira que não se fica pela nossa rua, controla o mundo inteiro.

* Para um comunista o "insulto" capitalista está ao mesmo nível do "insulto" rabeta para um americano, isto em termos de grau de ofensa.

Chico-espertismo ou apenas inteligência?

Já me acontecera em diversas ocasiões pedirem-me para fazer isto ou aquilo aproveitando a minha ida a determinado sítio. Ora um almoço ou uns bilhetes ou o que seja... amigos, conhecidos e colegas e eu, tudo bem!
Mas estar numa fila de pessoas, num sítio tradicionalmente demorado onde ninguém quer ter que ir e chegar uma pessoa, conhecida, bom, isto é, colega mas daquelas cujo comportamento roça o insuportável e fizer um teatro do estilo "faz tempo que não nos viamos e eu estou tão feliz por termos combinado aqui na fila!!!" só para ganhar 2 ou 3 posições, nunca me tinha acontecido... pensamento do instante "há gente com muita lata!"

10 minutos depois nova fila, espera-se o almoço, chego e tenho umas 6 pessoas à frente, uma delas é uma colega minha, penso "nah... é chato pedir-lhe e passar à frente de quem já está..." chega outra colega, pede-me para pedir o almoço, acedo e comento "ali à frente tá outra colega nossa" e claro está, imediatamente o meu favor passou a ser favor da colega mais bem posicionada porque isto do companheirismo, ao que parece, depende da posição na fila.
Perguntamo-nos depois como o país está na situação que está, pois parece-me óbvio, o povo tem o que merece e enquanto o "chico-espertismo" continuar a existir a inteligência continuará a ser desnecessária.

Estranha...

...a sensação de quem amarga as coisas que fez bem no passado pelo mal que provocam no presente.
Estranha a sensação de quem ganha medo do próximo passo, que embora correcto e incontornável, sofre da incerteza que a vida trouxe.
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