Simplesmente genial! Gostava de conhecer o erudito que sacou da cartola esta assinatura... Espero que não tenha feito a adaptação para negócios de carnes de porco porque isso seria frangamente mau.
Entrega
Sente no toque dos dedos o caminho que lenta e suavemente desenha por entre o corpo do seu desejo. Escuta o respirar que quase a medo se solta e perto, muito perto, capaz de sentir o calor que dela emana, segura o mais puro dos instintos. Num jogo perigoso que provoca eloquente reacção controla-se, coloca o dedo indicador sobre os seus lábios e afasta-se o bastante para que entenda que não vai mais longe, deixando-se ficar suficientemente próximo para que entenda que irá até onde ela quiser. Observa. Fixa os seus olhos em cada pormenor da sua aliada do prazer. Gosta. Adora. Ama. Os seus olhos brilhantes de vontade deixam-no desarmado. Uma palavra basta para que todas as suas defesas se desmoronem. Resiste por enquanto, qual condenado no corredor da morte. Implora em silêncio uma palavra, um gesto, um convite, um consentimento. Em breves segundos passa de caçador a presa. Entrega-se à exploração, a ser explorado. Sente-se descoberto quando o seu corpo é desenhado pela sua língua. Respira fundo. Geme. Num último gesto de resistência segura-lhe a cabeça pausando a viagem de destino definido mas logo se resigna, não há regresso. Rende-se. Entrega-se num gesto firme indicando o fim do percurso, indicando o fim da fuga. Liberta-se, sujeita-se ao desejo que por ela sente, ao desejo que ela por si sente. Retalia na mesma moeda. Sente o seu sabor uma, e outra, e outra vez. Deixa-se saborear uma, e outra e outra vez. Sôfregos, como se apenas alguns segundos restassem, como se o jogo inicial lhes tivesse roubado demasiado tempo. Quais animais saciando a sua fome e sede seguem num movimento frenético de paixão e loucura. Percorrem os manuais mais ousados e rompem os limites desconhecidos.
Procuram-se. Encontram-se. Bebem-se. Comem-se. Abraçam-se. Fundem-se. Amam-se.
Concentram-se no momento, o passado começou ali, minutos antes, o futuro está à distância de um novo êxtase.
Procuram-se. Encontram-se. Bebem-se. Comem-se. Abraçam-se. Fundem-se. Amam-se.
Concentram-se no momento, o passado começou ali, minutos antes, o futuro está à distância de um novo êxtase.
Vá-se lá perceber!
As "novas" redes sociais vieram trazer a facilidade de estabelecer ligações, de conhecer pessoas e partilhar informação e experiências mas, no reverso da medalha, vieram somar-se às sms e aos "pré-históricos" bilhetinhos passados de mão em mão como um novo canal de terminar ligações e com largas (des)vantagens sobre os meios já existentes, senão vejamos...
Como anteriormente, a ligação pode ser terminada de forma unilateral e por iniciativa de qualquer dos envolvidos mas, no caso das redes sociais, o "terminador" pode efectivar a quebra de ligação sem ter que alertar ou dar qualquer justificação à outra parte que, eventualmente, só se aperceberá do "lamentável final" dias mais tarde.
Outra (des)vantagem é o permitir deixar no ar a hipótese de erro informático, lapso de utilização ou ainda um ataque pirata ao sistema, em qualquer dos casos, por grande azar a ligação é afectada de forma irreverssível.
Curioso é ver "desaparecer" amizades, sabe-se lá porque motivo, numa rede dita social onde se procura re-aproximar as pessoas num mundo onde a virtualização das relações surge como única alternativa à socialização tradicional, cara a cara.
Mais curioso é dar o nome de Facebook (raínha das redes sociais) a uma rede social que abre lugar a agir sem ter de "dar a cara".
Remeto-vos para o post que já antes publiquei (curiosamente fez 2 anos no passado dia 19) porque me parece cada vez mais actual e porque há coisas que não percebo... ou talvez perceba mas não tenho que divulgar.
A todos quantos se "desamigaram" de mim ao longo dos tempos, na sombra das redes virtuais, chats, telemóveis e afins, também a todos os que tiveram a coragem e o respeito de o fazer cara a cara não posso deixar de vos comunicar o meu desejo de que a vida vos corrar de feição e que sejam brindados a cada dia pela felicidade da qual eu, naturalmente, não faço parte.
Certamente nunca vos chegará aos ouvidos (aos olhos, neste caso), certamente que mesmo que chegue vos dá igual o que eu pense mas é sincero este meu pensamento.
A amizade é, ou deve ser, a mais pura das relações. Para isso precisa de empenho de ambas as partes, estúpido aquele que tente por si só salvar uma amizade que deixou de interessar à outra parte.
O dito cujo referenciado: http://ricabalula.blogspot.pt/2010/04/redes-sociais.html
Como anteriormente, a ligação pode ser terminada de forma unilateral e por iniciativa de qualquer dos envolvidos mas, no caso das redes sociais, o "terminador" pode efectivar a quebra de ligação sem ter que alertar ou dar qualquer justificação à outra parte que, eventualmente, só se aperceberá do "lamentável final" dias mais tarde.
Outra (des)vantagem é o permitir deixar no ar a hipótese de erro informático, lapso de utilização ou ainda um ataque pirata ao sistema, em qualquer dos casos, por grande azar a ligação é afectada de forma irreverssível.
Curioso é ver "desaparecer" amizades, sabe-se lá porque motivo, numa rede dita social onde se procura re-aproximar as pessoas num mundo onde a virtualização das relações surge como única alternativa à socialização tradicional, cara a cara.
Mais curioso é dar o nome de Facebook (raínha das redes sociais) a uma rede social que abre lugar a agir sem ter de "dar a cara".
Remeto-vos para o post que já antes publiquei (curiosamente fez 2 anos no passado dia 19) porque me parece cada vez mais actual e porque há coisas que não percebo... ou talvez perceba mas não tenho que divulgar.
A todos quantos se "desamigaram" de mim ao longo dos tempos, na sombra das redes virtuais, chats, telemóveis e afins, também a todos os que tiveram a coragem e o respeito de o fazer cara a cara não posso deixar de vos comunicar o meu desejo de que a vida vos corrar de feição e que sejam brindados a cada dia pela felicidade da qual eu, naturalmente, não faço parte.
Certamente nunca vos chegará aos ouvidos (aos olhos, neste caso), certamente que mesmo que chegue vos dá igual o que eu pense mas é sincero este meu pensamento.
A amizade é, ou deve ser, a mais pura das relações. Para isso precisa de empenho de ambas as partes, estúpido aquele que tente por si só salvar uma amizade que deixou de interessar à outra parte.
O dito cujo referenciado: http://ricabalula.blogspot.pt/2010/04/redes-sociais.html
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