A essência de um indivíduo é facilmente avaliada tendo em conta pequenos detalhes e comportamentos. Fácil, portanto, será entender o que podemos esperar de um indivíduo que a cada visita à casa de banho, após uma demorada utilização do urinol, sujeito a contactos com peles, salpicos e mais que seja, se retira sem que uma gota de água seja desperdiçada na higienização das suas mãos.
Podemos até definir uma escala de qualidade de essências ou personalidades senão, vejamos:
1- aqueles que lavam as mãos com água e sabão antes e depois de usarem o urinol e ainda ligam a água do mesmo antes, durante e depois da utilização;
2- aqueles que lavam as mãos e ligam a água do urinol apenas depois da utilização e antes caso este esteja sujo do último utilizador;
3- aqueles que não ligam a água do urinol mas lavam as mãos depois da utilização;
4- aqueles que não ligam a água do urinol e também não lavam as mãos;
5- aqueles que não ligam a água do urinol, não lavam as mãos e ainda olham para o espelho antes de sair para darem um jeito ao cabelo... ou será para limparem os salpicos?!
Os primeiros talvez possamos considerar como demasido rígidos e cuidadosos, os segundos, talvez o grupo mais numeroso, têm os cuidados mínimos e socialmente correctos.
Depois passamos para os grupos de elite... 3 conjuntos distribuídos em crescendo de falta de higiene e de interesse.
No grupo 3 encontram-se os potênciais chefes e dirigentes, têm a mania que os outros têm que limpar a merda que eles fizeram, prepotentes, socialmente incorrectos, mal-educados, manientos, preocupam-se com eles próprios e esperam que tudo o resto gire em seu redor.
No quarto grupo temos os que pretendem um dia pertencer ao grupo 3 mas não têm arrogância e/ou esperteza suficiente para lá chegar. São indivíduos sem espinha dorsal, rastejam perante os mais poderosos e pisam em quem está por baixo.
O grupo de topo é constituído por extremos, indivíduos de classes muito baixas, sem educação, formação ou sequer inteligência e ainda, indíviduos de classes altas, com educação, formação mas sem inteligência ou esperteza sequer. São dotados de de uma formidável incapacidade de assimilar conceitos como higiéne ou respeito pelo próximo e normalmente atingem o sucesso à custa de redes de amigos e conhecidos que os empurram para cargos de visibilidade garantida.
Pudessemos fazer uma análise instantânea às mãos de cada pessoa e perceberiamos que de algums apenas pode sair da boca o mesmo que têm nas mãos.
De volta ao Natal
A histeria do Natal regressou e pelo segundo ano consecutivo estou sem ideias para prendas. E o mais grave é que não tenho ideias para mim mesmo...
Desde do meu aniversário que me debato com o problema, tinha escolhido para prenda de aniversário uma bicicleta de montanha, suspensão integral, tal e coisa, toda boa e a um preço imbatível. Exclusivamente distribuidas por venda directa da fábrica (online) a um preço imbatível, entrega em 15 dias. Fiz a encomenda e... "Não sei se haverá disponível para entrega, estamos em 'saldos'.", "Mudámos o sistema informático... temos dificuldades em confirmar a disponibilidade dos modelos", "Não. Não há para entrega. Em breve teremos os modelos de 2009.". Ou seja, para prenda de aniversário esquece lá isso Balula, fica para o Natal, talvez um modelo de 2009, ainda mais tal e coisa.
Chega o final de Novembro e surgem os novos modelos! Vamos lá encomendar. Depois de uma rápida fase de análise e selecção, preenche formulário e antes de submeter verificar disponibilidade... "processing"... "waiting"... "Isto é uma previsão não uma promessa de entrega"... "Semana: 9"... "Semana actual: 50".
9?! 9 de 2009?! A minha prenda de Natal?! em Março?! Tudo bem que ainda tenho a prenda do Natal de 2007 de um amigo meu lá em casa mas isso não tem nada que ver com o caso.
Bom... faço o apelo aos milhares de leitores deste blog para que enviem sugestões de prendas de Natal (dispenso sugestões tipo "uma gilhotina", "uns sapatos de betão", "uma corda no pescoço" ou ainda "um pau pelo..." bem, acho que dá para perceber).
Desde do meu aniversário que me debato com o problema, tinha escolhido para prenda de aniversário uma bicicleta de montanha, suspensão integral, tal e coisa, toda boa e a um preço imbatível. Exclusivamente distribuidas por venda directa da fábrica (online) a um preço imbatível, entrega em 15 dias. Fiz a encomenda e... "Não sei se haverá disponível para entrega, estamos em 'saldos'.", "Mudámos o sistema informático... temos dificuldades em confirmar a disponibilidade dos modelos", "Não. Não há para entrega. Em breve teremos os modelos de 2009.". Ou seja, para prenda de aniversário esquece lá isso Balula, fica para o Natal, talvez um modelo de 2009, ainda mais tal e coisa.
Chega o final de Novembro e surgem os novos modelos! Vamos lá encomendar. Depois de uma rápida fase de análise e selecção, preenche formulário e antes de submeter verificar disponibilidade... "processing"... "waiting"... "Isto é uma previsão não uma promessa de entrega"... "Semana: 9"... "Semana actual: 50".
9?! 9 de 2009?! A minha prenda de Natal?! em Março?! Tudo bem que ainda tenho a prenda do Natal de 2007 de um amigo meu lá em casa mas isso não tem nada que ver com o caso.
Bom... faço o apelo aos milhares de leitores deste blog para que enviem sugestões de prendas de Natal (dispenso sugestões tipo "uma gilhotina", "uns sapatos de betão", "uma corda no pescoço" ou ainda "um pau pelo..." bem, acho que dá para perceber).
Parabéns atrasados
Desculpa lá o atraso Balula... passei o dia de ontem a lembrar-me e acabei por me esquecer.
Blogging... posting...
Vivemos a era do ing... ou deverei dizer estamos living na era do ing?! Não descobri como nem porquê mas fomos invadidos por estrangeirismos desnecessários e alguns sem qualquer sentido ou tradução nas supostas línguas de origem. Desconfio que sei o que provocou isto, mas é apenas uma teoria. Passo a explicar.
É sabido que os primeiros imigrantes portugueses, dotados de uma formação e conhecimentos muito limitados, derivado das suas deficientes condições de vida, ao chegarem aos países que os acolheram tomaram conhecimento de objectos e realidades que até então desconheciam e para os quais não tinham a respectiva designação portuguesa. Assim surgem os frigidaires e afins. Em conclusão, os estrangeirismos desnecessários e ridículos surgem, em muitos casos, devido à ignorância do indivíduo, o que é grave é que agora, para ocultar esta realidade, passou a ser moda ou, permitam-me o estrangeirismo, passou a ser cool inventar palavras que não existem para designar objectos ou realidades já há muito baptizadas em português.
A terminação mais usada é o ing, senão vejamos, em vez de estudos de mercado ou estudos comparativos de concorrência temos os benchmarkings (ou como alguns iluminados designam, benchmarketing, num acumular de ignorância e estupidez inacreditável, visto que tal termo não existe nem nos dicionários ingleses - usei o webster online como referência) . Continuando, as máquinas automáticas de venda de bebidas e comida são agora máquinas de vending (vending?!?!), a área de cliente que o nosso banco disponibiliza na Internet, onde podemos aceder a vários serviços, chama-se HomeBanking, o aluguer de longa duração é um renting ou um leasing, e imagine-se que em muitos casos imprimir já começa a ser fazer um printing!!!
Qualquer dia temos lojas de rouping ou fast vesting, ou mesmo serviços de decorating ou ainda estabelecimentos de fooding... não confundir com casas de alterning onde podemos obter não um serviço de fooding mas sim de foding e, inclusivamente, um broshing, que, por sua vez, não devemos confundir com o brushing das cabeleireiras que no meu tempo, e no meu país, era somente pentear (com uma escova).
É sabido que os primeiros imigrantes portugueses, dotados de uma formação e conhecimentos muito limitados, derivado das suas deficientes condições de vida, ao chegarem aos países que os acolheram tomaram conhecimento de objectos e realidades que até então desconheciam e para os quais não tinham a respectiva designação portuguesa. Assim surgem os frigidaires e afins. Em conclusão, os estrangeirismos desnecessários e ridículos surgem, em muitos casos, devido à ignorância do indivíduo, o que é grave é que agora, para ocultar esta realidade, passou a ser moda ou, permitam-me o estrangeirismo, passou a ser cool inventar palavras que não existem para designar objectos ou realidades já há muito baptizadas em português.
A terminação mais usada é o ing, senão vejamos, em vez de estudos de mercado ou estudos comparativos de concorrência temos os benchmarkings (ou como alguns iluminados designam, benchmarketing, num acumular de ignorância e estupidez inacreditável, visto que tal termo não existe nem nos dicionários ingleses - usei o webster online como referência) . Continuando, as máquinas automáticas de venda de bebidas e comida são agora máquinas de vending (vending?!?!), a área de cliente que o nosso banco disponibiliza na Internet, onde podemos aceder a vários serviços, chama-se HomeBanking, o aluguer de longa duração é um renting ou um leasing, e imagine-se que em muitos casos imprimir já começa a ser fazer um printing!!!
Qualquer dia temos lojas de rouping ou fast vesting, ou mesmo serviços de decorating ou ainda estabelecimentos de fooding... não confundir com casas de alterning onde podemos obter não um serviço de fooding mas sim de foding e, inclusivamente, um broshing, que, por sua vez, não devemos confundir com o brushing das cabeleireiras que no meu tempo, e no meu país, era somente pentear (com uma escova).
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