Já me acontecera em diversas ocasiões pedirem-me para fazer isto ou aquilo aproveitando a minha ida a determinado sítio. Ora um almoço ou uns bilhetes ou o que seja... amigos, conhecidos e colegas e eu, tudo bem!
Mas estar numa fila de pessoas, num sítio tradicionalmente demorado onde ninguém quer ter que ir e chegar uma pessoa, conhecida, bom, isto é, colega mas daquelas cujo comportamento roça o insuportável e fizer um teatro do estilo "faz tempo que não nos viamos e eu estou tão feliz por termos combinado aqui na fila!!!" só para ganhar 2 ou 3 posições, nunca me tinha acontecido... pensamento do instante "há gente com muita lata!"
10 minutos depois nova fila, espera-se o almoço, chego e tenho umas 6 pessoas à frente, uma delas é uma colega minha, penso "nah... é chato pedir-lhe e passar à frente de quem já está..." chega outra colega, pede-me para pedir o almoço, acedo e comento "ali à frente tá outra colega nossa" e claro está, imediatamente o meu favor passou a ser favor da colega mais bem posicionada porque isto do companheirismo, ao que parece, depende da posição na fila.
Perguntamo-nos depois como o país está na situação que está, pois parece-me óbvio, o povo tem o que merece e enquanto o "chico-espertismo" continuar a existir a inteligência continuará a ser desnecessária.
Estranha...
...a sensação de quem amarga as coisas que fez bem no passado pelo mal que provocam no presente.
Estranha a sensação de quem ganha medo do próximo passo, que embora correcto e incontornável, sofre da incerteza que a vida trouxe.
Estranha a sensação de quem ganha medo do próximo passo, que embora correcto e incontornável, sofre da incerteza que a vida trouxe.
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A injustiça divina
Afinal quem perde mais? Eu que parto sozinho ou vocês que me veem partir?
Vocês perdem um familiar, um amigo ou inimigo, um pai ou marido, um filho ou um irmão, um colega, um apoio, um abraço ou um carinho, uma conversa sobre o tempo ou um desabafo sobre a vidinha, um café e dois dedos de conversa, um telefonema de parabéns ou um sms fora de horas, um email das piadinhas ou um de pedido de ajuda, uma despedida a pensar no regresso ou um regresso a pensar na despedida ou simplesmente qualquer coisa que nada vos diz porque nem sequer conhecem... eu perco tudo isso junto de um vez só.
Será que ficaremos mesmo bem quando chegar a nossa vez?
Vocês perdem um familiar, um amigo ou inimigo, um pai ou marido, um filho ou um irmão, um colega, um apoio, um abraço ou um carinho, uma conversa sobre o tempo ou um desabafo sobre a vidinha, um café e dois dedos de conversa, um telefonema de parabéns ou um sms fora de horas, um email das piadinhas ou um de pedido de ajuda, uma despedida a pensar no regresso ou um regresso a pensar na despedida ou simplesmente qualquer coisa que nada vos diz porque nem sequer conhecem... eu perco tudo isso junto de um vez só.
Será que ficaremos mesmo bem quando chegar a nossa vez?
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