Assim sim!

Começo pela notícia que podem consultar em:



E que eu posso resumir:

O Sr. Zhang, presidente de uma empresa pública de infraestruturas, recolheu uns trocos (cerca de 4,5 milhões de euros) entre subornos e fundos públicos, já o Sr. Gao Shan, director de uma sucursal do Banco da China na cidade de Harbin, foi mais esperto e deu de fuga para o Canadá para onde já tinha enviado um belo colchão de 89 milhões de euros gentilmente cedidos pelos vários clientes da sucursal, entre os quais se o tal Sr.Zhang que fazia questão de depositar na citada o dinheirito recolhido. Para completar o ciclo, os subornos ao Sr. Zhang eram entregues por um tal de Sr. Li Dongzhe, amigo de infância do Sr Gao, que também se pôs ao fresco no Canadá, que como sabemos tem uma aragem fresquita. Parece-me que o Sr. Zhang tem motivos para se zhangar... até pq foi o único que esteve preso desde de Janeiro de 2005 e que agora vai ficar fresco, não por fugir para o Canadá, mas porque, ao que consta, um gajo morto sente um calorzinho esquisito que enregela os ossos.


Não haja dúvida que os chinocas levam esta coisa da corrupção a sério, já não é o primeiro a levar o mesmo tratamento como podem verificar na notícia. Numa coisa são parecidos connosco, demoraram quase 3 anos a decidir e ainda lhe aplicaram pena suspensa por 2 anos... ora, como funcionará isso?! Se durante os próximos anos o Sr. Zhang tiver um multinha de trânsito zhás, "Queira desculpar mas o Sr. tinha aqui uma pena suspensa, portanto são 5 euros pelo carro mal estacionado e um tiro na cabecita porque voltou a portar-se mal! Ora, com a sua licença..."


Imaginando agora que em Portugal se aplicava a mesma regra, e que se aplicava mesmo, e que os tribunais eram justos, e que funcionavam mesmo, à séria, assim como num país a sério... bom... está bem... eu sei que é complicado imaginar, mas fazendo assim um esforço enorme... mais fácil, imaginando o argumento de um filme de ficção, onde tudo o que acima descrevi era possível, na ficção tudo é possível, mesmo um Portugal onde haja justiça a funcionar. Já está?! (Sim pode ser dirigido pelo George Lucas...) Nesta improvável realidade devia ser bonito ver os Zhangs deste país a receberem a vacina definitiva contra a pior das doenças, a vida.


Parece-me um bom princípio... Não posso deixar de esboçar um leve sorriso ao imaginar a cara de certos "mete-nojo" que ocupam os vários poleiros deste país e que enchem os bolsos às nossas custas ao sentirem a guilhotina a soltar-se sobre as suas cabeças... o quê?! já não se usa guilhotina?! em Portugal só pode, e havia de ser a maior da Europa, ou do mundo mesmo! (no Natal até podia ficar entre a àrvore, daquela que é a maior do Terreiro do Paço e o assador de castanhas, )

É Natal...

...e depois?! Toca a gastar fortunas em prendas para os pais, tios, avós... irmãs, irmãos e totós... e depois de passar o ano às turras fazer as pazes com aquele tio-avô que há 20 anos acusou a família de o andar a roubar e desde então se incompatibilizou com toda a gente. Mas bolas! Agora o velhote é incontinente e já não consegue articular uma frase com sentido... vamos oferecer-lhe umas tortas de azeitão, por certo não lhe vão agravar muito o valor dos diabetes, ouvi dizer que acima dos 400 já não faz diferença.

A verdade é que o espírito se perdeu, o Natal chega em Novembro, se não em Outubro, o mito do barbudo a correr o planeta numa só noite caíu, é só olhar para as varandas que o tipo partilha com a bandeira nacional desbotada, made in China no distante ano de 2004. Estão a colar-lhe a imagem de gatuno que sobe às varandas, já não para entregar prendas às criancinhas mas, para ver se consegue sacar umas cenas para alimentar o vício... ou seja, avacalhámos com o Natal... termo técnico, avacalhámos, vulgus, lixámos ou ainda fo... bom, não me vou deixar levar pelas emoções.

E o princípio era tão básico, juntar a família e os amigos, numa só noite, onde se trocam gestos sinceros de carinho e amor.... "Dassse! Ao tio-avô não! Quero é que o gajo se afogue em urina ultra-doce!"

Sinceramente, só queria um abraço... o abraço. Será que vai voltar o Natal?!