Amigos para siempre

Amigo não é quem quer, é quem é. São aqueles que em troca de nada estão lá, connosco, que riem e choram, junto a nós, que nos mostram a cada dia que passa que fazemos parte da vida deles tanto quanto eles fazem da nossa. São os que não "fogem" ao primeiro problema. Os que não viram costas, não desligam, não ignoram, os que sabendo que a vida nos deixa distantes no espaço no momento em que nos reencontram nos abraçam exactamente da mesma forma que sempre nos abraçaram.
Amigos são os que esperam um ano, ansiosamente, cheios de saudade, para nos rever, para estarem juntos. Amigos são os que não perdem uma oportunidade de estar connosco porque sabem que todas as oportunidades são poucas.

A vocês, por vocês, todo o meu carinho e agradecimento.

Rentrée

Setembro é mês de reatar, de recomeçar, de arrancar mas o motor está frio, distante e preguiçoso.
Invariavelmente a bagageira está carregada de projectos, planos visionários, novos horizontes e sonhos reavivados e o peso é imenso, a força que nos puxa para longe, para outras vidas, para uma pequena revolução são mais que muitas e os poucos sinais que surgem do passado recente não chegam para nos voltar a atolar na lama do dia a dia laboral.

Parece que foi há anos, mas foi ontem, ou antes de ontem... parece que passou uma vida, mas passaram uns dias. A vontade de mudar e o sabor ainda muito presente de uma vida diferente complicam o recomeço.

Quero agarrar sonhos e voltar a acreditar que chego onde quiser desde que realmente importe. Quero ser feliz. E é nesta altura do ano, e não nas mudanças de ano, que deposito todas as esperanças mais uma vez.

Será desta? Espero tanto mas tanto que seja...

Não esqueci

Por motivos de força maior não pude ontem marcar aqui, de forma discreta mas sentida, o dia.

Para quem sabe, caso venha a ler, um abraço.

Hoje fui ver-te.

Eu nem sou muito destas coisas. Ir ver-te onde sei que já nada de ti resta senão restos de um corpo consumido. Mas fui. Fui porque sinto a tua falta. Fui porque, acima de tudo, mereces e sempre mereceste mais do que eu ou muitos outros conseguiram dar.
Depois de muitas experiências sociais, de amizades e conhecimentos, ao fim de muitos contactos a dimensão de certas pessoas torna-se, sem dúvida, muito maior do que pensávamos e tu foste uma das mais enormes pessoas que conheci.

Eu nem sou muito destas coisas. Mas hoje, porque faz precisamente um ano que fechaste os olhos para sempre, gostava de te poder dizer que deviamos ter jantado mais vezes juntos, deviamos ter falado mais, deviamos ter vivido mais. Talvez estivesse a dizer exactamente o mesmo caso tudo isso tivesse acontecido mais vezes porque, perdemos tanto tempo com insignificâncias, perdemos tanto tempo com quem não merece, perdemos tanto com coisas tão pequenas que, agora, vendo a falta que nos fazes, me culpo de não ter virado costas às insignificâncias apenas para ter estado mais tempo com quem realmente merece.

Eu nem sou muito destas coisas... mas hoje fui ver-te para te deixar um girassol, porque sei que ele olhará sempre para ti.
Encontrei um ano de saudade e a memória do teu sorriso, da tua gargalhada que para sempre será a imagem que guardarei de ti.
Fazes muita falta... amigas como tu, fazem muita, muita falta. Pessoas como tu... não se encontram por aí ao virar da esquina.