Parabéns Ricardão!

E neste dia, que se quer de festa, haja ou não motivo para tal, decidi partilhar com vocês qualquer coisa de arrepiante!
Então vá lá. Parabéns ao Balula cujo juízo é inversamente proporcional à idade! Divirtam-se com este tesourinho e sejam felizes...

Qualquer semelhança com a realidade é pura, mas mesmo pura concidência! Ou não...


 

Pai, tu fumas?!

A pergunta já não era original mas escorreu da sua boca, palavra por palavra, como se temesse a resposta. "Mas porque perguntas? Não falámos já disso?" "Sim pai. Mas eu não percebi... Tu fumas?"
Retorqui novamente, procurando atalhar caminho para o fim da conversa mas estava decidida a ter uma resposta "Mas tu fumas?".
É nestas alturas que aquela personalidade forte numa criança de oito anos nos encosta à parede e desejamos que, por um momento só, regresse à inocência de bebé para que a possamos iludir com facilidade mas é tarde demais... não há fuga possível.

Respondi calmamente "Sim, fumo de vez em quando, mais quando estou com os amigos.". Nessa altura o beicinho instalou-se na sua cara de princesa e atirou já com os olhos inundados e a mágoa nas palavras "Estás a mentir-me!".
Desarmado, de coração a quebrar, tentei defender "Mas nós já falámos disso... expliquei-te..." "Mas eu não percebi... Tu estás a mentir-me! Tu não fumas! Tu nem tens tabaco!".
Sentei-a no meu colo, os seus olhos não tocavam os meus e as lágrimas escorriam num rosto de criança magoada. Senti a dor, o medo que a arrasava e me arrasou a mim.
"Meu amor, não te estou a mentir. O pai explicou..." interrompeu-me repetindo a cada intento meu de prosseguir "Mas fumar faz mal!"

Não é possível argumentar. Efectivamente tem toda a razão. Efectivamente Fumar é um acto muito pouco inteligente. Mas a maior preocupação não era desculpar-me ou justificar o injustificável. A maior preocupação era conseguir retirar-lhe do pensamento o medo evidente do mal que o tabaco me pode fazer.
Não acredito que o tenha conseguido fazer... é inteligente demais para poder esquecer ou ignorar os perigos.

Enquanto pai foi, sem dúvida, uma das experiências mais duras que tive. Senti que magoei a minha princesa, o meu maior amor... bolas... conseguem imaginar o que custa?

Coisas avulso e outras coisas que tal

Reparem bem que já se passaram dois dias e eu ainda não escrevi qualquer post sobre o jogo do Sporting de terça-feira... ou deverei dizer roubo do Sporting de terça-feira? Mas também não é isto que me traz aqui agora.

Na verdade não tenho assunto hoje. É isso... mas apetece-me escrever, só não sei o quê. Podia pegar no tema do jogo só que não quero estar a remexer na merda.
Podia em alternativa falar do orçamento de estado para o próximo ano, mas pelo motivo exposto na hipótese anterior também não me apetece,
Já pensei também abordar o Verão fora de tempo que parece ter-se instalado no país, mas é de certa forma um tema de quem não tem tema... bem vistas as coisas é o meu caso... não, deixa lá isso!
Posso descrever o magnífico pôr-do-sol a que assisti hoje ali para os lados da Torre de Belém e que me rendeu umas belas fotos mas isso resolve-se com uma foto e nenhuma palavra extra e isso já têm aí em baixo do lado esquerdo... mesmo por baixo do índice de posts... mais para baixo... isso, aí!

Peço-vos um pouco de paciência. Só um bocadinho enquanto eu dou voltas à cabeça a ver se saco da cartola um coelhinho de inspiração que me permita despejar umas quantas baboseiras e aliviar este meu desejo de escrita. Só cinco minutinhos... obrigado. Fiquem então com a abertura do Lago dos Cisnes de Pyotr Ilyich Tchaikovsky em toque polifónico.

Com os olhos no horizonte cor de labaredas que une o azul do céu ao espelho de mar passaram-me pelo pensamento inúmeras ideias...

Hummm... só mais um bocadinho por favor. Enquanto isso podem ouvir uma musiquinha em toque polifónico da La primavera de Vivaldi.

Vocês já repararam naquelas mensagens que surgem nos status das pessoas no Facebook pedindo que os amigos façam like ou que partilhem ou que deixem escrita uma palavra e que tem por objectivo saber quais os amigos que realmente ligam ao que essas mesmas pessoas publicam? Será que a pouca adesão resulta em suicídios?

Não está lá... teria algum potêncial mas não é isto... Obrigado por aguardarem. Se desejarem continuar em espera primam a tecla 1. Para deixar o vosso contacto e serem contactados num prazo de 48 horas primam a tecla 2. Caso tenham premido a tecla 1 podem continuar a disfrutar da musiquinha polifónica agora com a 6ª Sinfonia de Beethoven em fá maior também conhecida por Sinfonia Pastoral. Prometo ser breve.

Várias são as vezes em que nos balanços e balancetes me questiono quem são as pessoas a quem faço falta. Menos vezes me pergunto quem são as pessoas que me fazem falta. Ultimamente tenho-me debruçado mais nesta última questão existêncial e devo dizer que, após longo e complexo raciocínio, cheguei à conclusão que são...

Não. Caminho errado. Isto seria como correr à volta do Marquês, todo nu, durante a hora de ponta. Não me vou expôr desta forma.
Está complicado, hein?!
Deixo-vos agora com o primeiro movimento do concerto de piano nº 24 de Wolfgang Amadeus Mozart. Mais uma vez em toque polifónico. Obrigado.

Em que é que tu reparas primeiro quando conheces uma mulher (ou um homem, dependendo se a pergunta for colocada a uma mulher)? Certamente já se depararam com esta questão por mais de uma ocasião. Pois eu reparo nos olhos, no sorriso e nos pés, caso estejam a descoberto. A minha preocupação com os pés já a tinha revelado neste post.

Repetição! Não vale a pena. Falta-me o soro literário, o espremedor do sumo do pensamento, a musa inspiradora, as Jamágides (assim uma espécie de tágides do Jamor), a lua e o sol, o brilho nos olhos, a esperança e a alegria. Resta-me deixar para amanhã, ou depois. Resta-me esperar que o motivo surja alinhado com tudo o resto para vos poder oferecer o que de melhor consiga encontrar.

Caros leitores os nossos serviços de atendimento encerraram. Pedimos desculpa por não ter sido possível escrever nada de jeito em tempo útil. Por favor tentem novamente amanhã... ou um dia destes. Deixo-vos com Adagio for Strings de Samuel Barber, em toque polifónico. Obrigado.