Paradoxo

Há muito que me debato sobre uma questão paradoxal de complexidade elevada mas completamente ignorada pela comunidade internacional de filósofos e pensadores. Tomei a liberdade de baptizar a questão de Paradoxo do Lugar de Deficientes, designação que, como poderão analisar no decorrer deste post, é absolutamente pertinente.

Vejamos... segundo a lei os lugares de deficientes estão reservados, por incrível que pareça, a portadores de deficiência. Assim quando um indivíduo aparentemente desprovido de qualquer deficiência estaciona num destes lugares está a cometer uma infracção, a abusar e a faltar ao respeito a pessoas que realmente têm direito do seu usufruto. No entanto, podemos assumir que esse infractor deverá ser portador de alguma anomalia psíquica que o impede de ter bom senso e educação o que o torna, à luz do que se assume ser deficiência, portador da dita e por consequência, passa a ter direito de estacionar no lugar amarelinho... mas se é assim, o facto que causou a provisória deficiência deixa de ser relevante, ou seja, estacionou por direito próprio num lugar de deficientes o que o torna, de acordo com o processo de construção desta análise, normal...

Posso prosseguir nesta divagação mas não faz qualquer sentido percorrer ciclicamente este paradoxo, não tem solução, deixo-vos entregues à cascata de pensamentos que por certo este post vos induziu!

Sem palavras...

...e com muitos pensamentos ou não. A verdade é que, como rio que corre para a barragem (que linda imagem!!!), sinto-me a encher mas sem conseguir abrir as comportas... acho mesmo que nem o caudal ecológico estou a garantir.
Do ponto de vista da conservação da natureza isto é um verdadeiro atentado, do ponto de vista da conservação da saúde também me parece que o é. (pela primeira vez na vida termino uma frase com "o é", o que me faz lembrar a exclamação brasileira "ué?! cê num sabia?" e que neste contexto é perfeitamente ridícula assim como este comentário que podia apagar mas parece-me que demonstra o que escrevo.)
Torna-se cada vez mais óbvio o que comecei por dizer, escrever neste caso, tento abrir a comporta um pouquinho e resulta nesta verborreia complexa e sem sentido aparente ou mesmo sem sentido.

Exercício: Escrever tudo o que se pensa e depois estabelecer uma lógica, organizar, hierarquizar e catalogar.
Resultado: Bolas... não há pachorra! Vá lá um tipo organizar esparguete num prato de carbonara... ou mesmo de bolonhesa! (mais uma bela metáfora... estou imparável!)

Mas lá está, a comida, é um bom tema para quem não tem tema... devia escrever sobre os meus calzones acompanhados de daiquiris de fruta ou mesmo das minhas tostas no forno ou ainda das minhas azeitonas com mel! Fica a promessa de uma foto e as receitas num próximo post, tenho que diversificar os temas deste blog e a cozinha é um tema fácil para mim, sem qualquer ponta de modéstia...

De volta...

...ou voltando aos poucos.
Houve muitos motivos para escrever durante as últimas semanas o tempo e a cabeça é que não permitiram nem uma palavrinha... estranhas semanas, em que o trabalho nos enche e faz desaparecer tudo o que nos rodeia para depois nos deixar com a sensação de ressaca e vazio de um dia para o outro. Ganham-se e perdem-se experiências, momentos e sensações únicas mas... a procura da mudança torna-se cada vez mais imperativa.