Ou em português Sombras da Escuridão, é mais um sugestão para uma boa sessão de cinema, enroscados no sofá, mantinha quente e siga.
Por acaso em nada se aproxima do que eu fiz em quanto vi o filme... mas gostava de ter feito. De qualquer maneira, não sendo o melhor dos filmes de Tim Burton, estando talvez uns furos abaixo do habitual para este senhor, é uma pseudo-comédia engraçada de se ver.
Contando com a prestação, mais do que habitual, absolumente inevitável e necessária, do fantástico Johnny Deep é em tudo um filme só possível vindo desta dupla realizador/actor.
Amo-te
Teresa. Uma pérola de 2000 revista pelas comemorações dos 20 anos da SIC. Não que costume ser espectador atento da SIC mas no zapping de hoje foi impossível resistir a rever esta história... apenas possível na ficção. Deliciosa a simplicidade do cinema português.
Ao segundo dia de Outubro
O Outono continua a sorrir com um sol ternurento e carinhoso. Depois de um começo cruel, que nos fez perceber que o Verão tinha mesmo acabado, a meia estação assume-se amena e pacífica como que respeitando a queda das folhas no seu leito de morte e os tons pastel que invadem os campos. Espetáculo lindo, faz-nos acreditar que o merecido descanso resultará num renascer cheio de esperança.
Foi num destes dias, já lá vão quase 4 décadas, que acordei para o mundo. Feliz ou infeliz dia, depende do ponto de vista, certamente me trouxe uma forte dose de nostalgia, ou lamechice como queiram. Embalado pelo doce som das folhas caindo, as minhas cores são as suaves como as da estação e a minha passagem pela vida é como o ciclo que agora tem o seu fim. Nascem frágeis essas folhas. Sem certezas. Lutam pela sobrevivência (mesmo quando parece inevitável a morte), renascem plenas de força e energia, para, aos poucos, secarem, adormecerem e depois, libertas dos braços de quem as quer bem, planarem sobre brisas de incerteza até ao poiso final onde são rapidamente esquecidas.
É a certeza de que o ciclo se auto-alimenta, de que não nascemos sem razão, nem partimos sem motivo que me faz acreditar que ao Outuno, onde esmorecemos e partimos, e ao Inverno, onde a memória se perde, se seguirá uma Primavera onde tudo renasce, e aí poderemos assumir novas formas e alimentar novas esperanças.
Assim sou eu, qual Outuno, uma silênciosa revolução, uma nostalgia constante, um folha em trânsito para o seu leito de morte.
Foi num destes dias, já lá vão quase 4 décadas, que acordei para o mundo. Feliz ou infeliz dia, depende do ponto de vista, certamente me trouxe uma forte dose de nostalgia, ou lamechice como queiram. Embalado pelo doce som das folhas caindo, as minhas cores são as suaves como as da estação e a minha passagem pela vida é como o ciclo que agora tem o seu fim. Nascem frágeis essas folhas. Sem certezas. Lutam pela sobrevivência (mesmo quando parece inevitável a morte), renascem plenas de força e energia, para, aos poucos, secarem, adormecerem e depois, libertas dos braços de quem as quer bem, planarem sobre brisas de incerteza até ao poiso final onde são rapidamente esquecidas.
É a certeza de que o ciclo se auto-alimenta, de que não nascemos sem razão, nem partimos sem motivo que me faz acreditar que ao Outuno, onde esmorecemos e partimos, e ao Inverno, onde a memória se perde, se seguirá uma Primavera onde tudo renasce, e aí poderemos assumir novas formas e alimentar novas esperanças.
Assim sou eu, qual Outuno, uma silênciosa revolução, uma nostalgia constante, um folha em trânsito para o seu leito de morte.
O cair do pano
Hoje é o dia em que deixo de acreditar nas pessoas. Hoje é o dia que tenho a certeza que a mais dócil das ovelhinhas esconde debaixo da sua lã fofa e suave o mais cruel dos lobos.
Devemos contar connosco próprios, devemos acreditar no que somos e queremos e procurar alcançar as nossas metas sem nos apoiarmos em ninguém, sem acreditarmos em bons samaritanos, altruístas de ocasião que, em grande parte das vezes, nos usam para ultrapassar as barreiras com que se confrontam e depois nos largam quando e onde lhes apetece. Pelo percurso escondem-se na sua pele de ovelhinha, mentem, ocultam, apontam-nos o dedo e arquitectam o plano que nos fará cair.
São esses falsos samaritanos, são esses falsos altruístas que nos fazem desacreditar, que nos fazem cair, arranhar, ferir e nos deixam mais frágeis. Mas é importante perceber que é do fundo que renascem as grandes forças. É nas desilusões que encontramos motivos para procurar, não novas ilusões, mas sim "novas" realidades.
Hoje é o dia em que se revelam as caras, as vontades e os planos. Em que se percebe quem é quem, quem fez o quê, quem pensou o quê.
Não se pense que é um processo do dia para a noite. Não se pense que é coisa do momento, de um instante e que se revelou apenas hoje. É um processo longo, que nos abre os olhos. É verdade que é preciso encaixar todas as peças do puzzle para ter a noção da imagem que surge perante nós, mas também é verdade que à falta de algumas peças já temos noção do que nos espera no final. Por vezes procuramos abstrair, desfocar a imagem parcial, acreditar que no fim seremos surpreendidos mas temos de ser mais pragmáticos. Temos de acreditar no que vemos, sejam imagens parciais ou totais. A realidade é o que é e não o que gostariamos que fosse.
Hoje é o dia em que é preciso erguer a cabeça e dizer basta. Levantar os braços e, a pulso, contando apenas com a minha própria força subir, subir ao mais alto dos pontos e deixar para trás tudo o que nos fez cair.
Devemos contar connosco próprios, devemos acreditar no que somos e queremos e procurar alcançar as nossas metas sem nos apoiarmos em ninguém, sem acreditarmos em bons samaritanos, altruístas de ocasião que, em grande parte das vezes, nos usam para ultrapassar as barreiras com que se confrontam e depois nos largam quando e onde lhes apetece. Pelo percurso escondem-se na sua pele de ovelhinha, mentem, ocultam, apontam-nos o dedo e arquitectam o plano que nos fará cair.
São esses falsos samaritanos, são esses falsos altruístas que nos fazem desacreditar, que nos fazem cair, arranhar, ferir e nos deixam mais frágeis. Mas é importante perceber que é do fundo que renascem as grandes forças. É nas desilusões que encontramos motivos para procurar, não novas ilusões, mas sim "novas" realidades.
Hoje é o dia em que se revelam as caras, as vontades e os planos. Em que se percebe quem é quem, quem fez o quê, quem pensou o quê.
Não se pense que é um processo do dia para a noite. Não se pense que é coisa do momento, de um instante e que se revelou apenas hoje. É um processo longo, que nos abre os olhos. É verdade que é preciso encaixar todas as peças do puzzle para ter a noção da imagem que surge perante nós, mas também é verdade que à falta de algumas peças já temos noção do que nos espera no final. Por vezes procuramos abstrair, desfocar a imagem parcial, acreditar que no fim seremos surpreendidos mas temos de ser mais pragmáticos. Temos de acreditar no que vemos, sejam imagens parciais ou totais. A realidade é o que é e não o que gostariamos que fosse.
Hoje é o dia em que é preciso erguer a cabeça e dizer basta. Levantar os braços e, a pulso, contando apenas com a minha própria força subir, subir ao mais alto dos pontos e deixar para trás tudo o que nos fez cair.
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