Não! Eu prometi a mim mesmo que não iria comentar o jogo de ontem entre benfas e Sporting... e não vou. Digo apenas que estou contente. E transpiro Sporting por cada poro do meu corpo. Mas sobre este tema mais não digo. Cada um que faça as suas análises. Eu não vou fazer... nem pensar... Não! Já disse!
Mas reforço o meu orgulho em ser do Sporting. Para além do meu orgulho em ser justo, imparcial e sério mesmo quando a "clubíte" me atinge forte.
Poderia comentar... mas não vou fazer análises sérias a jogos de futebol. Não quando a maior parte das pessoas estão hoje a fumar o seu cigarrinho pós-orgasmo e quando preferem comentar a coisa ao estilo "a minha pilinha é maior que a tua". Pois bem... eu estou-me nas tintas para o tamanho das pilinhas do pessoal, o importante é o que se faz com ela e normalmente a questão dos tamanhos surge atrelada a algumas inseguranças de performance. E não... não vou comentar.
Outra área onde a "questão da pilinha" é regularmente levantada (belíssima metáfora e construção frásica), é na política. Outra área onde, assim como no futebol, uma higienização era bem vinda. O problema é que os produtos eficazes para a higienização destas situações devem ser considerados armas de destruição massiva em Portugal isto porque, creio eu, iriam eliminar muitos milhares de portugueses que levam a vida atrelados nos esquemas e negociatas feitas às escondidas enquanto às claras se discutem, alto e a bom som, as dimensões das pilinhas de cada um.
Para ajudar à festa, aqueles que na política, como no futebol, poderiam iluminar todos os que se mantêm na penumbra, os comentadores e profissionais da informação, confundem sentido de imparcialidade e abstenção de expressão da opinião própria com não ser objectivo na análise dos factos e não procurar o "sumo" das histórias.
Conclusão, preferem analisar o tamanho de pilinhas alheias a analisar o que realmente é importante.
E assim seguimos nós... na eterna discussão "a minha pilinha é maior que a tua".
Ponto de situação
Os Estados Unidos explodem e encontram nova razão para o pânico generalizado, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Un, continua a brincar às guerras mas passa para segundo plano, Portugal continua a brincar aos "governos incompetentes, povos frouxos e presidentes em estado vegetativo", os líderes europeus continuam a tentar enterrar, ainda mais, a Europa no monte de merda em que a enfiaram e o sol brilha.
O problema é muito esse, o sol brilha. E quando isso acontece o povo tuga corre para as esplanadas, para as praias e, para não variar, para os centros comerciais e esquece todos os problemas que ameaçam a sua existência.
Já imagino o belo do chefe de família, de barriguinha avançada e chinelo no pé a preparar o fim-de-semana...
- Dizem que amanhã continua o bom tempo...
- Pois é... podiamos sair com os miúdos. Estão fartos de estar em casa a jogar na consola e eu também já estou fartinha de estar aqui fechada.
- Podemos...
Nisto as criancinhas irritantes saltitam de alegria dando ideias para o desejado passeio de fim-de-semana.
- Podíamos ir à paria! Fonte da Telha?!
- Não! Gosto mais da Costa!
- Fonte da Telha!
- Oh... nunca me fazem a vontade... também podíamos ir ao Jardim Zoológico!
- Filha... o Zoo é caríssimo... e já fomos lá quando tinhas 2 anos. Já conheces.
- Oh pai... mas não me lembro! Já foi há 5 anos!
-Bom... para acabar com as discussões eu decido.
Os filhos amuam mas mantêm o ar curioso esperando a decisão do pai.
- Preciso de ir à Norauto tratar do carro. Entretanto vocês podem ir com a vossa mãe ao Jumbo e passear no Centro Comercial e eu vou lá ter para comermos no MacDonalds.
- Boa! - gritam em uníssono - Também podemos ir ao cinema?!
- Filho, filho... o pai dá-te uma mão e tu queres logo o braço todo. Não há dinheiro para esses luxos. Ainda por cima o Benfica joga em casa e quero ir ao estádio.
E assim se aproveita o sol neste jardim à beira-mar plantado.
Mas se este nosso povo tem hábitos curiosos, também os nossos governantes optam por comportamentos pouco comuns. Veja-se o presidente da República (Nota: o uso da letra minúscula na palavra presidente não foi um lapso.). Está morto faz tempo. Bom, pelo menos tudo faz para que assim pareça. Se bem que agora anda a passear a carcaça pela América Latina com um conjunto alargado de outras carcaças que se dizem empresários.
Mas no geral, faz-se de morto. Qual truque do Bobby, que prontamente se deita de patas para o ar quando o dono ordena "Faz de morto!", o pR assume o papel de defunto assim que pisa território nacional.
No entanto este comportamento nada tem de original. Já a Coreia do Norte é liderada por um "Presidente Eterno da República" de seu nome Kim Il-sung que só não está a fazer de tijolo porque os humildes súbditos optaram por embalsamar a peça e mantê-lo num palácio. Este senhor, fundador do país, conseguiu garantir a presidência mesmo depois de se tornar alimento para as minhocas (Bom... como já referi não se transformou propriamente em alimento para minhocas porque está conservado com umas boas camadas de verniz).
Será que o nosso pR está a tentar a mesma estratégia?! Se assim for que ninguém se lembre de conservar o corpo do senhor para a eternidade... antes a bela da cabeça de javali pendurada na parede do palácio de belém (com o devido respeito para com os javalis).
O problema é muito esse, o sol brilha. E quando isso acontece o povo tuga corre para as esplanadas, para as praias e, para não variar, para os centros comerciais e esquece todos os problemas que ameaçam a sua existência.
Já imagino o belo do chefe de família, de barriguinha avançada e chinelo no pé a preparar o fim-de-semana...
- Dizem que amanhã continua o bom tempo...
- Pois é... podiamos sair com os miúdos. Estão fartos de estar em casa a jogar na consola e eu também já estou fartinha de estar aqui fechada.
- Podemos...
Nisto as criancinhas irritantes saltitam de alegria dando ideias para o desejado passeio de fim-de-semana.
- Podíamos ir à paria! Fonte da Telha?!
- Não! Gosto mais da Costa!
- Fonte da Telha!
- Oh... nunca me fazem a vontade... também podíamos ir ao Jardim Zoológico!
- Filha... o Zoo é caríssimo... e já fomos lá quando tinhas 2 anos. Já conheces.
- Oh pai... mas não me lembro! Já foi há 5 anos!
-Bom... para acabar com as discussões eu decido.
Os filhos amuam mas mantêm o ar curioso esperando a decisão do pai.
- Preciso de ir à Norauto tratar do carro. Entretanto vocês podem ir com a vossa mãe ao Jumbo e passear no Centro Comercial e eu vou lá ter para comermos no MacDonalds.
- Boa! - gritam em uníssono - Também podemos ir ao cinema?!
- Filho, filho... o pai dá-te uma mão e tu queres logo o braço todo. Não há dinheiro para esses luxos. Ainda por cima o Benfica joga em casa e quero ir ao estádio.
E assim se aproveita o sol neste jardim à beira-mar plantado.
Mas se este nosso povo tem hábitos curiosos, também os nossos governantes optam por comportamentos pouco comuns. Veja-se o presidente da República (Nota: o uso da letra minúscula na palavra presidente não foi um lapso.). Está morto faz tempo. Bom, pelo menos tudo faz para que assim pareça. Se bem que agora anda a passear a carcaça pela América Latina com um conjunto alargado de outras carcaças que se dizem empresários.
Mas no geral, faz-se de morto. Qual truque do Bobby, que prontamente se deita de patas para o ar quando o dono ordena "Faz de morto!", o pR assume o papel de defunto assim que pisa território nacional.
No entanto este comportamento nada tem de original. Já a Coreia do Norte é liderada por um "Presidente Eterno da República" de seu nome Kim Il-sung que só não está a fazer de tijolo porque os humildes súbditos optaram por embalsamar a peça e mantê-lo num palácio. Este senhor, fundador do país, conseguiu garantir a presidência mesmo depois de se tornar alimento para as minhocas (Bom... como já referi não se transformou propriamente em alimento para minhocas porque está conservado com umas boas camadas de verniz).
Será que o nosso pR está a tentar a mesma estratégia?! Se assim for que ninguém se lembre de conservar o corpo do senhor para a eternidade... antes a bela da cabeça de javali pendurada na parede do palácio de belém (com o devido respeito para com os javalis).
Recomeçar
"Durante quase seis anos qual pequeno barco à vela navegou, muitas
vezes à deriva, ao sabor dos ventos da inspiração. Mais do que alterar o
oceano, agitou-se nas suas ondas sem deixar marcas.
Recolhe ao porto seguro, guardando em si a voz que agora se cala."
Post de 13/03/2013 http://ricabalula.blogspot.com
Depois "arrumar" na doca seca o meu pequeno barco, depois de arquivar nos confins da memória quase trezentas publicações dos últimos anos (sim, eu sei... não foi muito, mas experiementem ser como eu sou!) e depois de me preparar durante um mês para recomeçar, aqui estou eu num novo cantinho, procurando novas ideias e esperando decorar este espaço com cores mais alegres do que aquelas com que pintalguei o meu barco.
Um simples gota de água... no oceano da blogosfera, pouca ou nenhuma diferença fará. Mas talvez vendo por outro prisma, uma simples gota de água pode fazer transbordar o copo que demasiado cheio urge esvaziar. Por fim, e porque não, uma simples gota de água que se adiciona a um óptimo James Martin's de 30 anos e que o faz "abrir" revelando todos os paladares de tão dourado néctar faz certamente a diferença.
Tudo isto poderá ser esta pequena gota de água. Talvez o seja mais para mim do que para qualquer outra pessoa, no meu velho barco também viajava só eu, mas durante a viagem recolheu no abrigo do seu frágil casco alguns viajantes que enriqueceram a minha viagem.
Como antes, não escrevo para ninguém, escrevo para mim. Não escrevo por ninguém, escrevo por mim. (Permitam-me este pequeno egoísmo) Não sou escritor, sou um vomitador de palavras. (Poupem-se a grafismos)
No entanto, secretamente, todos nós temos a ambição de escrever para alguém ou por alguém, de ter o dom da escrita e influênciar milhares. Secretamente todos nós desejamos que algures no oceano, algures por entre o sem número de viajantes que se possam cruzar com a nossa gota de água surja alguém para quem essa gota faça diferença... mas esse desejo secreto, que no meu caso não será assim tão intenso, não mudará o facto desta gota ser minha e refletir sempre a minha imagem.
Este espaço é livre, público e aberto a todos os que queiram participar como leitores e/ou comentadores. Sejam bem vindos.
Recolhe ao porto seguro, guardando em si a voz que agora se cala."
Post de 13/03/2013 http://ricabalula.blogspot.com
Depois "arrumar" na doca seca o meu pequeno barco, depois de arquivar nos confins da memória quase trezentas publicações dos últimos anos (sim, eu sei... não foi muito, mas experiementem ser como eu sou!) e depois de me preparar durante um mês para recomeçar, aqui estou eu num novo cantinho, procurando novas ideias e esperando decorar este espaço com cores mais alegres do que aquelas com que pintalguei o meu barco.
Um simples gota de água... no oceano da blogosfera, pouca ou nenhuma diferença fará. Mas talvez vendo por outro prisma, uma simples gota de água pode fazer transbordar o copo que demasiado cheio urge esvaziar. Por fim, e porque não, uma simples gota de água que se adiciona a um óptimo James Martin's de 30 anos e que o faz "abrir" revelando todos os paladares de tão dourado néctar faz certamente a diferença.
Tudo isto poderá ser esta pequena gota de água. Talvez o seja mais para mim do que para qualquer outra pessoa, no meu velho barco também viajava só eu, mas durante a viagem recolheu no abrigo do seu frágil casco alguns viajantes que enriqueceram a minha viagem.
Como antes, não escrevo para ninguém, escrevo para mim. Não escrevo por ninguém, escrevo por mim. (Permitam-me este pequeno egoísmo) Não sou escritor, sou um vomitador de palavras. (Poupem-se a grafismos)
No entanto, secretamente, todos nós temos a ambição de escrever para alguém ou por alguém, de ter o dom da escrita e influênciar milhares. Secretamente todos nós desejamos que algures no oceano, algures por entre o sem número de viajantes que se possam cruzar com a nossa gota de água surja alguém para quem essa gota faça diferença... mas esse desejo secreto, que no meu caso não será assim tão intenso, não mudará o facto desta gota ser minha e refletir sempre a minha imagem.
Este espaço é livre, público e aberto a todos os que queiram participar como leitores e/ou comentadores. Sejam bem vindos.
Experiência social
Já abordei este tema antes mas está cada vez mais presente na minha cabeça.
Desliguem-se os canais de comunicação, escondam-se os sinais de vida, apaguem-se as luzes que, ainda que de forma ténue, nos dão alguma visibilidade. O que será que acontece? Quem procurará sinais de nós na escuridão?
Desliguem-se os canais de comunicação, escondam-se os sinais de vida, apaguem-se as luzes que, ainda que de forma ténue, nos dão alguma visibilidade. O que será que acontece? Quem procurará sinais de nós na escuridão?
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